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A lista de 2019 conta com nove brasileiros - o mesmo número do ano passado

Janaina e Jefferson Rueda, chefs d'A Casa do Porco. Foto: Renata Mesquita/Estadão

A eleição dos 50 melhores restaurantes da América Latina chega à sétima edição. A cerimônia de revelação da lista foi realizada em Buenos Aires, na Argentina, no centro cultural Usina del Arte A lista de 2019 conta com nove brasileiros - o mesmo número do ano passado, apesar da saída do paulistano Tuju e do carioca Oro. No lugar deles, estrearam o curitibano Manu (42º lugar), da chef Manu Buffara, e o paulistano Evvai (40º lugar), do chef Luiz Filipe Souza.

Na sexta posição, A Casa do Porco, dos chefs Jefferson e Janaína Rueda, foi o mais bem colocado entre os brasileiros, ultrapassando o restaurante D.O.M., de Alex Atala, que ficou em 10º lugar. Também fazem parte do ranking o Maní, de Helena Rizzo (12º), os cariocas Oteque, do chef Alberto Landgraf, Olympe (35º), de Thomas Troisgros, e Lasai (24º), de Rafael Costa e Silva, que também arrematou o prêmio Arte da Hospitalidade, além do Mocotó, de Rodrigo Oliveira, agora na 44ª colocação.

Conheça os restaurantes brasileiros que fazem parte do 50 Best América Latina e veja quanto custa comer em cada um deles.


● A Casa do Porco (6º)
Instalado no centro da cidade, um dos lugares mais concorridos de São Paulo, a casa do chef Jefferson Rueda, tem filas de espera constante. O cardápio, com opção de menu-degustação (R$ 129) ou serviço à la carte, é uma ode ao porco, servido em diferentes cortes e preparos, como no sushi de papada com tucupi negro e na pancetta com goiabada e picles de cebola. O carro-chefe é o porco Sanzé, assado inteiro por seis horas em uma enorme churrasqueira desenhada pelo chef e instalada na cozinha à vista do salão. A casa usa só porcos criados soltos e alimentados naturalmente, sem ração. A Casa do Porco abre todos os dias, na Rua Araújo, 124, São Paulo.


● D.O.M. (10º)
Aberto em 1999, o restaurante paulistano D.O.M. é, até agora, o brasileiro que alcançou posição mais alta no 50 Best América Latina, tendo ficado em segundo lugar em 2013 e em terceiro lugar em 2014, 2016 e 2017. O chef Alex Atala, explora sabores da cozinha brasileira a partir de ingredientes como formiga saúva, puxuri, baunilha do Cerrado. O restaurante fica em um endereço discreto na Rua Barão de Capanema (549), no bairro Jardins, em São Paulo, com estilo equilibrado entre o clássico e o moderno. O D.O.M. trabalha apenas com menu-degustação (opções de R$ 550 e R$ 700), de segunda a sábado, mediante reserva.


● Maní (18º)
Comandado pela chef Helena Rizzo, eleita melhor chef mulher do mundo em 2014 pelo 50 Best América Latina, o restaurante paulistano Maní investe na gastronomia brasileira, contemporânea e autoral, preparada a partir de ingredientes frescos, boa parte deles orgânicos e nativos. Atualmente, a dona da casa conta com a ajuda de um casal de chefs, o belga Willem Vanderven e a brasileira Carol Albuquerque. Entre as criações, destaque para o beiju de carimã com mole de açaí, musse de mel, pólen de uruçu-amarela, salada de PANCs e saúva. Além do menu-degustação completo (R$ 470), com 13 etapas, há opção com três cursos (R$ 210) e serviço à la carte. Fica na Rua Joaquim Antunes, 210, em São Paulo, e abre de terça a domingo.


● Oteque (23º)
Aberto em fevereiro de 2018, o carioca Oteque estreou rapidamente nas principais listas internacionais de alta gastronomia. A proposta do chef Alberto Landgraf é a cozinha moderna, feita com ingredientes de qualidade, independentemente da origem. Picles de sardinha com foie gras e brioche e sorvete de castanha crua são dois destaques do cardápio. A casa só trabalha com menu-degustação, com oito pratos e preço de R$ 345. A harmonização é cobrada à parte. O Oteque fica na Rua Conde de Irajá, 581, no Rio de Janeiro.


● Lasai (24º)
O processo criativo do chef Rafael Costa e Silva — que responde pela cozinha autoral, moderna e, em grande parte, orgânica do carioca Lasai — começa nas duas hortas próprias do restaurante, além das parcerias com produtores locais. A partir do que tem à mão, o chef determina combinações e preparos que darão vida ao cardápio. Há duas opções de menu, uma curta R$345 e outra longa, R$385. Abre apenas à noite, de terça a sábado, na Rua Conde de Irajá, 191, Rio de Janeiro.

● Olympe (35º)
Sob a batuta de Thomas Troisgros, a cozinha do restaurante carioca está cada vez mais autoral. Oferecendo apenas menu-degustação, explora a diversidade de ingredientes brasileiros em pratos como o leitão confit crocante com feijão verde e azedinha. Há duas opções de menu, com cinco (R$ 390) ou sete (R$ 450) etapas, que variam de acordo com a sazonalidade dos ingredientes. O Olympe fica na R. Custódia Serrão, 62, Lagoa, Rio de Janeiro.

● Evvai (40º)
Estreia na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina - no mesmo ano em que conquistou sua primeira estrela Michelin. O Evvai, de Luiz Filipe Souza, aposta na combinação das cozinhas brasileira e italiana. Seu menu principal, “oriundi”, tem nove tempos e custa R$ 370, como o próprio chef define, tem base italiana combinada à cultura e aos produtos locais. O menu Immigrante, tem cinco tempos e custa R$ 269. Dentre os pratos de maior sucesso na temporada, mil-folhas de gema e prosciutto de pato curado; bombom de zucca defumada e bottarga de tainha; e carne cruda com ovas de truta de Santa Catarina, raiz forte e batata crocante. Ele fica na R. Joaquim Antunes, 108, Jardim Paulistano.


● Manu (42º)
Como era esperado, o curitibano Manu, da chef Manu Buffara, fez sua estreia na lista dos 50 melhores da América Latina em 2019, após ter conquistado o título de restaurante mais promissor pelo 50 Best do ano passado. A casa trabalha apenas com menu-degustação e dá prioridade a ingredientes locais e artesanais - o respeito ao produto e a valorização do produtor são peças-chave na cozinha da chef. Combinações como manga com castanha de caju e rapadura, tucupi com coco e maçã ou ostra nativa de Santa Catarina e palmito são exemplos do que pode chegar à mesa. O Manu fica na Al. Dom Pedro II, 317, em Curitiba.


● Mocotó (43º)
O restaurante que arrasta o paulistano e muitos estrangeiros para a Zona Norte de São Paulo tem foco na comida sertaneja. Fundado como uma casa do norte, em 1973, por José de Almeida, cresceu e fez fama sob o comando do filho dele, o chef Rodrigo Oliveira, que estudou gastronomia e revisou técnicas, preparos e ingredientes. Entre os destaques do cardápio estão a mocofava (R$ 34,90), prato denso e revigorante, criado a partir da união entre o mocotó e a favada, os dadinhos de tapioca (R$ 16,90) e o caldo de mocotó (R$ 28,90). Recentemente, a casa passou a investir em pratos veganos como a moqueca sertaneja (R$ 59,90), com caju, banana da terra, maxixe e abóbora. O restaurante fica na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, na Av. Nossa Sra. do Loreto, 1100.

Fonte: Estadão

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