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Fabricante canadense de batatas pré-congeladas desenvolveu fórmula que promete crocância por mais tempo. Novidade integra plano de expansão para o Brasil

A canadense McCain, líder mundial em produção e comercialização de batata pré-frita congelada, criou uma fórmula para tornar o produto mais resistente ao tempo de deslocamento dos cada vez mais populares “deliveries” de comida. O projeto começou a ser desenvolvido há dois anos, com foco nos principais mercados consumidores da marca, Estados Unidos e o Canadá.

A ideia de desenvolver um produto capaz de sobreviver ao delivery surgiu de um problema óbvio: embora a adoração à batata-frita seja universal, pouca gente se arrisca a pedir o petisco para comer em casa dadas as condições em que ele chega — em geral frio e murcho.

Atenta ao problema, a empresa patenteou uma fórmula que reveste os palitos de batata com uma camada protetora, criando uma casquinha, o que segundo a fabricante mantém a crocância após a fritura no restaurante por pelo menos 30 minutos. Em geral, uma batata-frita convencional perde a crocância em um terço desse tempo. Com isso, a empresa espera que mais pessoas peçam a batatinha na modalidade de entrega.

Uma pesquisa realizada pela McCain no Brasil aponta que 90% dos consumidores “gostam muito” de batata-frita. Mas quando questionados sobre “o quanto gostam de batata-frita no delivery”, esse número cai drasticamente para 24%.

Em um mercado de delivery de comida que cresce 30% mês a mês, soluções como a da McCain são imperativas, segundo Raphael Daolio, diretor de Brands Partnership da Rappi no Brasil. “O desafio da indústria hoje é garantir que o produto que complementa o lanche principal, seja a batata frita, a bebida ou um sorvete, mantenha a qualidade até a casa do cliente”, diz.

Fonte: Exame

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